15 de março de 2011

Seja feliz como você é!

Essa reflexão surgiu a partir da leitura do livro A Boneca de Pano de Rubem Alves. Foi uma leitura oportuna. Apesar de ser um livro infantil ele me remeteu a algumas questões sérias da nossa atualidade.
Atualmente somos bombardeados pela mídia que exibe por meio de imagens de pessoas com corpos e mente “aparentemente” saudável. Aparentemente, porque sabemos que o que acontece na realidade não é bem assim.
Os problemas gerados em conseqüência desses bombardeios são muitos, já que nem todos se encaixam nesses padrões ditados pela mídia e por uma sociedade que tudo aceita sem nada questionar. Nessa ditadura, não se valoriza o ser e sim, o ter. Ter um belo corpo, ter dinheiro, status e andar sempre do jeito que dita à moda.
 O que a mídia não mostra, é que muitas dessas pessoas que aparecem, apesar de terem status, corpos bem definidos, estão imersos em solidão, já que status, dinheiro e corpo bem definido não preenchem o vazio deixado pela falta de sentimentos verdadeiros que só encontramos naquelas pessoas que nos amam pelo que somos e não pelo que temos.
O desprezo e o desrespeito às diferenças levam a exclusão daqueles que não se encaixam aos padrões de beleza impostos pela sociedade criando dessa forma, uma geração de pessoas iludidas que fazem de tudo para se enquadrarem recorrendo a drogas psicoterápicas, anabolizantes e tudo mais em que acreditam para serem aceitas.
Problemas de ordem emocional como depressão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico lotam os consultórios de pessoas que sofrem com a exclusão, a concorrência e a competitividade existente em nossa sociedade. Acreditam que por serem diferentes, não são capazes de conquistar o que desejam nem tampouco serem aceitas nos círculos sociais.
O livro A Boneca de Pano nos mostra através da bonequinha Dulce e o personagem Mara, o quanto pode ser doloroso ser desprezado por ser diferente. Mas também nos mostra que apesar disso, sempre existirá alguém capaz de nos amar e nos respeitar pelo o que verdadeiramente somos como aconteceu com o casal Sherek e Fiona que mesmo tendo a oportunidade de se tornarem lindos e perfeitos preferiram se aceitarem como realmente eram. Feios, gordos mas, muuuuuito felizes.

Malu de Oliveira

7 comentários:

  1. .

    Eu já não quero o prata do luar,
    mas o verde da lousa, mesmo que
    encarnada seja.
    Eu não quero o branco do giz,
    mas pintar de rosa a cor do meu
    nariz e andar de bicicleta no
    vazio entre as montanhas,
    sem rede, sem medo.
    Eu quero me ajoelhar no milho,
    ficar quietinho no quarto escuro,
    eu quero aprender a ler e a
    escrever para no futuro, ser
    doutor como o meu pai sonhou
    pra mim. Eu quero ser o seu
    primeiro aluno. Quero estudar
    por toda a minha infância para
    crescer sem deixar de ser
    criança, ser rei, sem perder a
    doçura dos meninos...

    silvioafonso




    .

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  2. Oi Malu...
    Belos textos...
    O abaixo que fala de retirarmos as tralhas que juntamos ao longo dos dias, meses, anos, show de bola...faço isso, constantemente...nada de sapatos velhos, roupas q não uso, revistas, remédios, etc...
    Faltam algumas cartas e bilhetes (e fotos e cartões)....hehehe..mas ainda este ano prometo que não permanecerão juntando "pó" em meus armários...

    Qto ao presente texto, magnífico...se todos entendessemos que em nada somos "diferentes" do vizinho do lado, independente de cor, raça, posição social, estudo, beleza, etc...tudo seria mais fácil...

    Esteriotipar-se não tá com nada...hehehe

    Um beijo carinhoso...Deus te abençoe amiga

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  3. Sei bem como é isso amiga, nos meus tempos de grupo sofria bulling por ser gordinha.me apelidaram de banana nanica por certo achavam a banana gordinha.
    Não somos mais avaliados pelo carater que temos, mas pelo corpo, pela magreza...beijos achocolatados

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  4. Adorei o texto.
    O número de pessoas influenciadas pela mídia, que vão à procura de melhoramentos através de plásticas, academia,regimes é horrendo. A cada dia que se passa, temos esquecido qual é a verdadeira essência do ser, dando um excesso de valor a nossa "casca".

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  5. OI Malu!!
    Belo post!! Inspirador e doce!

    Beijinhos

    Estarei por aqui,viu...

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  6. Tudo começa com pequenas atitudes, ao escrever sobre isso já é um passo a mais para todos nós, a qualquer momento alguém criado no ter, pode chegar aqui e resolver ser.

    Tudo cai na preguiça, é mais fácil acompanhar a corrente do que tentar, verdadeiramente, ser humano.

    Uma ótima noite Malu!

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  7. As histórias infantis trazem válidas lições para os adultos, já cheguei a essa conclusão. Outro livro do Rubem Alves que indico caso ainda não tenha lido, embora aborde outra temática é Cantos do Pássaro encatado: sobre o nascimento, a morte e a ressurreição do amor.

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Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies.

Machado Assis