16 de março de 2011

Felicidade Realista

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... Não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar sermos felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

7 comentários:

  1. Vizinha,eu estava indo pegar uma xícara de açúcar na amiga ao lado, quando passei e ví as luzes de sua casa (blog) ...nossa que lindo aqui ...
    Quando tiver um tempinho passe lá em Casa para um café...
    Se resolver se hospedar , preparo minha melhor roupa e também venho para ficar !
    Se precisar de algo é só gritar ,moro entre as montanhas e por lá tem eco.
    Meu nome é Valeria , mas pode me chamar de Va .

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  2. as vezes parece difícil as coisas simples...

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  3. Ser feliz é tarefa a ser iniciada internamente.
    Bjo e sorrisos no teu caminho, amiga.

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  4. Tem dias em que, ser feliz, parece ser a coisa mais difícil do mundo!!!

    =[

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  5. é só não complicar que tudo fica fácil. Ficou fácil, ficou feliz


    beijos Malu

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  6. Há um ensinamento budista que diz: "quanto mais buscamos a felicidade, mais encontramos o sofrimento".

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  7. Texto lindo! Já tinha lido, mas lerei todas as vezes que com ele me deparar, é uma lição de vida lúcida!

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Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies.

Machado Assis